Um advogado apontado como principal suspeito de envolvimento na morte do também advogado Diego Fraga de Castro, de 41 anos, foi preso nesta sexta-feira (14), durante a Operação Emboscada, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia nos municípios de Jeremoabo e Paulo Afonso, no norte do estado.
Segundo as investigações, o suspeito teria antigas rixas e desavenças com a vítima relacionadas a uma disputa por propriedades rurais em Jeremoabo.
Durante o cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão em uma propriedade ligada ao investigado, os policiais encontraram duas armas de fogo, além de um caminhão com placa falsa e registro de roubo.
O advogado foi autuado em flagrante por posse irregular de arma de fogo e receptação. Na mesma propriedade, outros dois homens também foram presos em flagrante por posse irregular de arma.
Celulares e outros objetos que podem auxiliar na investigação do homicídio também foram apreendidos. Todo o material será encaminhado para análise e perícia.
De acordo com a Polícia Civil, os elementos recolhidos poderão contribuir para esclarecer a participação dos investigados e identificar possíveis outros envolvidos na morte de Diego Fraga de Castro.
O cumprimento dos mandados foi acompanhado por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), com observância das prerrogativas legais previstas para o exercício da advocacia.
Investigações continuam
A Polícia Civil informou que as investigações permanecem em andamento. As equipes devem analisar os materiais apreendidos e realizar novas diligências para esclarecer a dinâmica do homicídio e identificar todos os envolvidos.
A Operação Emboscada foi realizada pela Delegacia Territorial de Jeremoabo, com apoio da 18ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Paulo Afonso), do GATTI/Nordeste e das Delegacias Territoriais de Paulo Afonso, Santa Brígida e Coronel João Sá.
A ação também contou com o apoio da Polícia Militar da Bahia, por meio do 20º Batalhão e do Comando de Policiamento da Região Nordeste (CPR-N).
A prisão ocorre no curso das investigações, e o suspeito permanece sujeito ao devido processo legal e à presunção de inocência. Bahia.ba
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