A atriz Laura Cardoso morreu aos 98 anos na noite desta segunda-feira (17), em sua residência, em São Paulo. A morte foi confirmada na madrugada desta terça-feira (18) por meio das redes sociais da artista, administradas pelo bisneto Fernando Faria.
Segundo o familiar, Laura morreu por causas naturais, às 23h24. Em uma publicação, a família lamentou a partida da atriz e destacou a importância de sua trajetória artística.
O velório acontece nesta terça-feira (18), das 8h às 14h, na Funeral Home, no bairro Bela Vista, em São Paulo. A cerimônia será reservada aos familiares, mas admiradores poderão prestar homenagens do lado de fora do local.
Laura Cardoso deixa duas filhas, Fernanda e Fátima, além de três netos. Nos últimos anos, mesmo afastada das novelas, a atriz continuou sendo lembrada pelo público e manteve vínculo com a TV Globo por meio de um contrato vitalício.
Uma das grandes damas da televisão brasileira
Nascida no bairro do Bixiga, em São Paulo, Laurinda de Jesus Cardoso iniciou sua trajetória artística ainda na adolescência. Aos 15 anos, decidiu seguir a carreira de atriz e começou no radioteatro.
Sua estreia na televisão ocorreu em 1952, na novela “Tribunal do Coração”, da TV Tupi. A partir daí, construiu uma das carreiras mais longas da dramaturgia brasileira, com mais de 100 trabalhos entre televisão, cinema e teatro.
Ao longo das décadas, interpretou personagens marcantes em produções como “Mulheres de Areia”, “A Viagem” e “A Dona do Pedaço”, sua última novela, exibida em 2019.
Além da televisão, Laura também participou de filmes e peças teatrais e ficou conhecida por trabalhos de dublagem, incluindo a personagem Betty, de “Os Flintstones”.
Em 2006, recebeu a Ordem do Mérito Cultural, uma das principais homenagens concedidas a personalidades que contribuíram para a cultura brasileira.
Em 2025, já longe das novelas, Laura voltou a aparecer em uma produção da Globo ao participar da tradicional vinheta de fim de ano. No mesmo ano, foi homenageada com uma estrela na Calçada da Fama dos Estúdios Globo.
A artista deixa como marca uma trajetória de mais de 70 anos dedicada à dramaturgia e uma contribuição considerada histórica para a televisão brasileira.
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