O Departamento de Polícia Técnica (DPT) da Bahia participa, entre segunda-feira (24) e sexta-feira (28), da Ação Nacional de Busca por Pessoas Desaparecidas. A iniciativa tem como objetivo coletar o DNA de familiares de pessoas desaparecidas para inclusão no Banco de Perfis Genéticos e posterior confronto com amostras de corpos não identificados, ossadas e pessoas sem condições de informar a própria identidade.
Em Salvador, o atendimento será realizado das 9h às 17h30, na sede do Instituto Médico-Legal Nina Rodrigues (IMLNR), localizada na Avenida Centenário. No mesmo local, os familiares poderão registrar o boletim de ocorrência, passar por entrevista e realizar a coleta do material biológico.
Para facilitar o atendimento, a Polícia Civil disponibilizará uma unidade móvel nas instalações do DPT, permitindo que as etapas sejam realizadas de forma integrada.
A ação é coordenada pela Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG), do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Como os bancos de diferentes estados são integrados, uma amostra coletada na Bahia pode ser confrontada com perfis genéticos de outros estados, ampliando as possibilidades de identificação em todo o país.
Atualmente, o Banco de Perfis Genéticos da Bahia possui 1.131 amostras relacionadas a pessoas desaparecidas e seus familiares. Segundo o DPT, o material já possibilitou 16 confirmações de identificação.
Interior da Bahia também terá coleta
Além da capital, 33 unidades da Polícia Técnica (CRPTs) no interior do estado participarão da campanha e estarão aptas a realizar a coleta de material biológico dos familiares.
Entre os municípios participantes estão Feira de Santana, Alagoinhas, Santo Antônio de Jesus, Santo Amaro, Serrinha, Irecê, Jacobina, Itaberaba, Camaçari, Itabuna, Ilhéus, Valença, Porto Seguro, Teixeira de Freitas, Barreiras, Santa Maria da Vitória, Luís Eduardo Magalhães, Bom Jesus da Lapa, Juazeiro, Jequié, Vitória da Conquista, Guanambi, Brumado, Paulo Afonso, Seabra, Eunápolis e Itamaraju, entre outros.
A coleta é gratuita, rápida e indolor. O procedimento é realizado por peritos oficiais com um cotonete na parte interna da bochecha, sem necessidade de coleta de sangue.
Integração de tecnologias ajuda na identificação
O trabalho de localização e identificação de pessoas desaparecidas também conta com a atuação da Coordenação do CIDOM/Desaparecidos, do Instituto de Identificação Pedro Mello. A equipe utiliza recursos como reconhecimento facial e identificação por impressões digitais.
A integração entre as áreas da Polícia Científica permite ampliar as possibilidades de identificação por meio de diferentes métodos científicos e tecnológicos, contribuindo para localizar pessoas desaparecidas e oferecer respostas às famílias.
Deixe um comentário