O governador da Bahia e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou que considera injustas parte das críticas direcionadas à segurança pública do estado. A declaração foi dada nesta terça-feira (2), durante sabatina promovida pela TV Aratu.
Segundo o governador, a Bahia enfrenta desafios na área, mas tem adotado medidas para combater a criminalidade e cumprir seu papel no enfrentamento à violência.
“Eu fico sempre sentido quando vejo a injustiça, às vezes, que se pratica com a Bahia. Não estou negando que nós temos que enfrentar o tema da segurança pública, mas a forma como é feita é uma grande injustiça com a Bahia. A Bahia tem feito o seu papel de casa”, declarou.
Durante a entrevista, Jerônimo também afirmou que não pretende adotar uma política de transferência de criminosos para outros estados como forma de reduzir os índices de violência na Bahia.
“Eu não vou trabalhar para que outro estado receba o crime organizado. Nós temos que ter um conceito de nação”, afirmou.
O governador citou estados como Goiás, Pernambuco e Sergipe para defender que o combate ao crime organizado precisa ser tratado de maneira integrada entre as unidades da federação.
Jerônimo cobra responsabilidade de Lula
Na mesma entrevista, Jerônimo Rodrigues defendeu uma participação maior do governo federal no enfrentamento à violência e cobrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assuma a responsabilidade sobre a segurança pública.
Para o governador, é necessário ampliar investimentos em inteligência, fortalecer a proteção das fronteiras e desenvolver políticas voltadas principalmente para jovens em situação de vulnerabilidade.
“Eu espero que o presidente Lula assuma essa responsabilidade, como fez na criação de um ministério, aumentar a quantidade e o volume de orçamento”, disse.
Jerônimo também defendeu medidas sociais como educação em tempo integral e acesso à universidade como estratégias de prevenção à violência.
Na avaliação do governador, o combate ao crime organizado precisa envolver União, estados e municípios, além de ações de inteligência e políticas sociais.
As declarações ocorrem em meio ao debate sobre a segurança pública na Bahia e durante o período de preparação para as eleições de 2026. BNEWS
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